26 agosto 2009

abre-te à claridade do sol, mergulha na frescura do mar *







Estás vivo, é dia, o sol e o mar são a verdade. (...) Faz um esforço. E sê digno da tua grandeza de homem, que é muito maior do que tudo o que a humilhar.
* Vergílio Ferreira in Pensar

sê contente e respira *

esquece. (...) esquece o trabalho que te traz em alvoroço. (...) esquece.

* Vergílio Ferreira


[se quiser invento resultados. é isso que quer? :S]

25 agosto 2009

num instante de luz, descubro a saída dos meus labirintos *



* Eduardo Bettencourt Pinto

[bem-hajam]

conversas

- vai repetir tudo o que eu disser: zebra

- zebra

(...)

- dragão

- eu sou benfiquista

- eheh :D

13 agosto 2009

Who made these rules anyway? *


Hopeless emptiness. Now you've said it. Plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness.

* in Revolutionary Road de Richard Yates

[a personificação do livro está brilhante]

05 agosto 2009

...o vírus andava no andar de baixo...

e foi gargalhada atrás de gargalhada

insensatos? naaaaaa... nada de pânico.

04 agosto 2009


às vezes, o dia inteiro resume-se a uma palavra;
mas hoje, se não conseguir escrever, saio para a rua e mato alguém.

Al Berto


isto não é al berto. é a nossa condição de sermos breves

[a minha condição de ser breve]

29 julho 2009

Sós, *

irremediavelmente sós,

como um astro perdido que arrefece.

Todos passam por nós

e ninguém nos conhece.


Os que passam e os que ficam.

Todos se desconhecem.

Os astros nada explicam:

Arrefecem


Nesta envolvente solidão compacta,

quer se grite ou não se grite,

nenhum dar-se de outro se refracta,

nenhum ser nós se transmite.


Quem sente o meu sentimento

sou eu só, e mais ninguém.

Quem sofre o meu sofrimento

sou eu só, e mais ninguém.

Quem estremece este meu estremecimento

sou eu só, e mais ninguém.


Dão-se os lábios, dão-se os braços

dão-se os olhos, dão-se os dedos,

bocetas de mil segredos

dão-se em pasmados compassos;

dão-se as noites, e dão-se os dias,

dão-se aflitivas esmolas,

abrem-se e dão-se as corolas

breves das carnes macias;

dão-se os nervos, dá-se a vida,

dá-se o sangue gota a gota,

como uma braçada rota

dá-se tudo e nada fica.


Mas este íntimo secreto

que no silêncio concreto,

este oferecer-se de dentro

num esgotamento completo,

este ser-se sem disfarce,

virgem de mal e de bem,

este dar-se, este entregar-se,

descobrir-se, e desflorar-se,

é nosso de mais ninguém.

* António Gedeão

26 julho 2009

conta a lenda...

Lenda de S. Pedro de Rates

Conta a lenda que o santo salvou de doença mortal uma jovem princesa pagã. Como retribuição ela converteu-se ao cristianismo e fez voto de castidade. Tais factos enfureceram o pai levando-o a ordenar a morte de S. Pedro. Este refugiou-se na capela de Rates onde foi encontrado e decapitado pelos soldados que seguidamente destruíram o templo.
Séculos mais tarde, da serra de Rates, S. Félix observava todas as noites uma luz na escuridão. Guiado pela curiosidade desceu a vertente e encontrou no meio dos escombros a razão de ser desse clarão: o corpo de S. Pedro.

[vamos à procura dos caches?]

...velhas trapaças...