17 janeiro 2012

perdida

Preciso de mudar de vida. Profissionalmente!
Argh

15 janeiro 2012

horas, minutos, segundos de *

Neva. Bebo um café e como um «babá» na pastelaria feminina
de Jodoigne. O convívio, a vida de grupo, continua a parecer-me
um problema insolúvel, mas deixei de ouvir a frase que o
exprimia, quando me levantei esta manhã. Aos homens escapam
muito mais coisas do que aos animais e às plantas________
Não gosto de ver nevar quando estou sozinha. Ouço uma música
adequada à neve. Como já disse, a pastelaria é feminina.
A Quinta, o pão, absorve todo o tempo. São sempre os mais
pobres que trabalham, que trabalham no tempo até o abolirem.
As crianças imaginam que a vida dos adultos, quando estão com
elas, é sempre um prazer.
Limpar a casa, ver o chão brilhar e espelhar o que imagino, e
é real, fazer almofadas trabalhando o tecido para o repouso,
acender a luz quando faz noite, e olhar e olhar-me sob uma
outra perspectiva, são já belos motivos para viver.
Mas nada escapa a esta tristeza doce que é também provocada
pela minha experiência limitada do tempo.
Volto para casa, fazer croquetes. Mas antes leio uma frase de
Histoire de l'idée de nature:
*«Mas a natureza não é assunto de um só sábio».*"


* Maria Gabriela Llansol in Livro de Horas I

12 janeiro 2012

11 janeiro 2012

sim...

Gostava de ter tempo

10 janeiro 2012

Sim, o tempo tomou-me completamente, que tenho uma data em cada mão, um acontecimento diferente em cada dedo. *

Eu tenho uma história, uma história interior, e parece-me, através de uma evolução precisa de subtis acontecimentos, começar a aperceber-me corporalmente de que faço parte de um conjunto múltiplo em que tenho muita e pouca importância. Tudo se torna então mais relativo, e o que acontece de bom e de mau a nível das relações humanas é uma luta de projecção moderada na minha vida.


*Maria Gabriela Llansol in Livro de Horas I


22 dezembro 2011

falta um dia para...

ter os nervos abandonados à lassidão de estar.

19 dezembro 2011

das palavras bonitas

... jantei com os meus dois filhos separadamente. E por razões que me pertencem vi-os partir com a ternura grata devida a quem dá ao pai o melhor dos presentes - a possibilidade de um envelhecimento tranquilo quanto ao futuro da sua tribo.
Júlio Machado Vaz


09 dezembro 2011

vertigem posicional paroxística benigna

as dores de cabeça que me dá.


do dia

tira a teta e fica logo mais calma


[estes galegos são um máximo... a falar da esposa e da filha recém-nascida]

...velhas trapaças...