16 março 2014

Nietzsche pela voz (mão) de Barthes *

... a Alegria não tem qualquer necessidade de herdeiros ou de filhos - a Alegria deseja-se a si própria, deseja a eternidade, a repetição das mesmas coisas, deseja que tudo permaneça eternamente semelhante,
 
O apaixonado em plenitude não tem necessidade de escrever, de transmitir, de reproduzir.
 
* in fragmentos de um discurso amoroso

13 março 2014

chega a quinta

e só penso na aula de body balance.

apesar disto estar outra vez a acontecer (ou então será a minha cabeça).


09 março 2014

sem título (ou não seria amanhã segunda)

Vieste e foste, ignoro se poderás voltar. Ontem, ao partires, não reparaste que me deixavas menos feliz. Embora tudo ficasse feito e decidido não sei que incompletude me abalou – talvez a espera. Perdi-me absurdamente no caminho e, por momentos, a luz libidinal do teu pensamento fugiu de mim. As coisas deixaram a concretude com que sempre as tinha conhecido. Sem perspectiva, nem letra. Ao regressar à terra, não quis escrever no teu caderno. Arranquei-lhe apenas esta folha. Fui um pobre corpo. Rasguei-me a mim próprio e quis deitar-me fora. Por isso te deixo este bilhete. Vieste e foste. Não foi por isso que te amei menos. Em mim, não se realizou a tua conjectura sobre a ressurreição da carne. Reconhecerás tu, neste impulso da visão, uma carta de amor?
Maria Gabriela Llansol

06 março 2014

spring is coming

com boas músicas e bons livros.

vamos até Davos? perhaps no. mas o sol da aldeia aproxima-se.


é mais ou menos isto. todos os dias

Conhece aquela sensação de estarmos a sonhar, em plena consciência, de querermos acordar e não sermos capazes disso? in Montanha Mágica Thomas Mann

01 março 2014

conversas

- olha gostava de conhecer a Crimeia
- agora?! é que nem pensar.

[as manias de conhecer os poisos de férias dos escritores.]

28 fevereiro 2014

sê digno da tua grandeza de homem que é muito maior do que tudo o que a humilhar *

Quem sou hoje olha para quem eu era nesse tempo e encontra-lhe enormes defeitos. Achando que tentava sobreviver, cometi muitos erros. Talvez aqueles com que não me voltei a cruzar acreditem que ainda sou o mesmo. Talvez a vida me dê oportunidades de me redimir perante esses olhares, ou não, talvez a única redenção possível seja aquela que, em consciência, for capaz de dar a mim próprio. (…) O bom e o mau constroem-me todos os dias. Não se trata duma desculpa de quem perdeu. A vida não aceita desculpas.
José Luís Peixoto in crónica da visão desta semana
 
*Vergílio Ferreira

11 fevereiro 2014

gente do norte (gaia - porto)

é favor não bater nos carros uns dos outro. estou farto de chegar atrasada.

06 fevereiro 2014

Isto é digno de registo. Obrigada eu, também, pelas longas conversas

...velhas trapaças...